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O LGA775 (também conhecido como Socket T) chegou em 2004 para substituir o Socket 478. Foi o primeiro soquete para desktop da Intel com encapsulamento LGA (Land Grid Array): os pinos saíram do processador e foram para o soquete da placa-mãe, deixando na CPU apenas contatos planos. Antes disso, os pinos ficavam no próprio chip e entortavam com a maior facilidade.
O LGA775 foi a plataforma principal da Intel por mais de cinco anos, até ser substituído pelo LGA1156 e pelo LGA1366. Dá para dizer que isso faz dele o soquete moderno mais longevo da Intel, e há anos os entusiastas o tratam como uma lenda.
Nesse período, o LGA775 passou por três gerações de processadores, do Pentium 4 single-core que esquentava demais ao Core 2 Quad de quatro núcleos. Também passou por três tipos de memória (DDR, DDR2 e DDR3), enquanto o barramento frontal (FSB) subia de 533 para 1600 MHz. Na prática, são três plataformas diferentes com o mesmo soquete, e nem todo processador que encaixa no soquete vai funcionar na placa.
Hoje o LGA775 é basicamente hardware retrô: uma boa base para um PC com Windows XP ou Windows 7, uma bancada de testes barata ou uma plataforma para brincar de overclock. Mas ele não morreu: os modelos topo de linha, principalmente os Core 2 Quad e os Xeon de quatro núcleos, ainda dão conta da navegação na internet e da maioria dos programas do dia a dia.
Este guia reúne o essencial: as gerações de processadores que o LGA775 suporta, a linha de CPUs, os chipsets, a memória e, o mais importante, como saber se um processador específico vai mesmo funcionar na sua placa.
Arquiteturas de CPU do LGA775 e suas diferenças
NetBurst
A Intel lançou os primeiros processadores LGA775 em junho de 2004: os Pentium 4 da série 5xx, com núcleo Prescott. Eles chegaram junto com os chipsets 915 e 925X, que levaram a memória DDR2 e o PCI Express (no lugar do AGP) para a plataforma mainstream. A NetBurst apostava em clocks altos obtidos com um pipeline muito longo, mas na prática esbarrou nos limites de calor e consumo. Os prometidos 4 GHz nunca chegaram.
Principais características:
- Processo de fabricação: 90 nm (Prescott, Smithfield), depois 65 nm (Cedar Mill, Presler).
- Pipeline: 31 estágios no Prescott. Isso permitia clocks altos, mas à custa de um desempenho por clock baixo.
- Clocks de até 3,8 GHz, FSB de 533/800/1066 MHz.
- Cache L2: de 256 KB no Celeron D a 2 MB no Pentium 4 6xx e 2×2 MB no Pentium D 9xx.
- Hyper-Threading na maioria dos Pentium 4. Os Pentium D comuns não têm; só o Pentium Extreme Edition tem.
- Os primeiros dual-core: o Pentium D 8xx (Smithfield) tem os dois núcleos no mesmo die, enquanto o Pentium D 9xx (Presler) usa dois dies separados sob o mesmo IHS. Em ambos os casos, cada núcleo tem o seu próprio cache, e os núcleos se comunicam pelo FSB.
- Instruções: SSE3. Nem todos os modelos iniciais suportam o modo 64 bits (EM64T) ou o bit XD, e só alguns chips mais recentes têm VT-x.
- Consumo: TDP de até 130 W nos modelos topo de linha. O calor do Prescott logo virou piada entre os entusiastas.
Hoje a NetBurst interessa sobretudo a colecionadores e a quem monta PCs retrô fiéis à época. Lembre-se de que muitas placas daquele período não suportam Core 2, então trocar um Pentium D por um Core 2 Quad geralmente exige trocar também a placa-mãe, e não só o processador.
Core
Em julho de 2006 a Intel lançou o Core 2 Duo com núcleo Conroe, e o mercado mudou quase da noite para o dia. A nova arquitetura Core derivava do Pentium M, feito para notebooks, e não da NetBurst. Os chips esquentavam menos, consumiam menos e eram bem mais rápidos mesmo com clocks mais baixos. No início de 2007 vieram os primeiros quad-core para o grande público: os Core 2 Quad com núcleo Kentsfield.
Principais características:
- Processo de fabricação: 65 nm.
- Pipeline: 14 estágios, um núcleo capaz de executar até quatro instruções por clock e macro-fusion. O desempenho por clock fica muito à frente da NetBurst.
- O cache L2 é compartilhado pelos dois núcleos de cada die. Vai de 512 KB no Celeron a 4 MB nos Core 2 Duo topo de linha. O Kentsfield quad-core é formado por dois dies, então o cache é de 2×4 MB, com cada par de núcleos compartilhando os seus próprios 4 MB.
- FSB de 800/1066/1333 MHz.
- Núcleos:
- Conroe: Core 2 Duo E6xxx;
- Allendale: Core 2 Duo E4xxx, Pentium Dual-Core E2xxx, Celeron E1xxx;
- Conroe-L: Celeron 4xx single-core;
- Kentsfield: Core 2 Quad Q6xxx e Core 2 Extreme QX6xxx, que são dois dies Conroe sob o mesmo IHS.
- Consumo: 65 W na maioria dos dual-core, 95–130 W nos quad-core.
- Instruções: EM64T em todos, além de SSSE3. A maioria dos Core 2 suporta VT-x, mas alguns modelos de entrada não.
- Requisitos da placa: alimentação compatível com a especificação VRM 11, além de suporte do chipset e da BIOS ao processador. Sem isso, um Core 2 não liga numa placa mais antiga.
A Core foi o ponto de virada de todo o soquete. Foi ela que nos deu chips como o Core 2 Quad Q6600, que milhares de pessoas overclockaram pelo FSB. O LGA775 deixou de ser uma plataforma quente e gastona para se tornar uma das melhores do seu tempo.
Penryn
No fim de 2007 a Intel levou a arquitetura Core para 45 nm. O primeiro chip foi o Core 2 Extreme QX9650, e os modelos mainstream vieram no início de 2008. A Penryn (núcleos Wolfdale e Yorkfield) não foi uma revolução, mas refinou a arquitetura: mais cache, menos calor, clocks e FSB mais altos e novas instruções. No LGA775, não existe nada melhor.
Principais características:
- Processo de fabricação: 45 nm com dielétrico high-k e gates metálicos. É daí que vêm o menor aquecimento e o melhor overclock.
- Cache L2: até 6 MB nos Core 2 Duo E8xxx dual-core e até 2×6 MB nos Core 2 Quad Q9x50. Os quad-core mais baratos têm menos: 2×2 MB nos Q8xxx e 2×3 MB nos Q9300/Q9400.
- FSB de até 1333 MHz nos modelos mainstream e 1600 MHz no Core 2 Extreme QX9770.
- Núcleos:
- Wolfdale: Core 2 Duo E7xxx/E8xxx, Pentium E5xxx/E6xxx, Celeron E3xxx;
- Yorkfield: Core 2 Quad Q8xxx/Q9xxx e Core 2 Extreme QX9xxx.
- Instruções: chegou o SSE4.1, mas só nos Core 2 e Xeon; os Pentium e Celeron não têm. O SSE4.1 é o conjunto de instruções mais recente do LGA775. Nenhum processador desse soquete suporta SSE4.2, POPCNT ou AVX.
- Versões S de baixo consumo (Q8200S, Q9400S, Q9550S), com TDP de 65 W.
- Requisitos da placa: suporte da BIOS a chips de 45 nm e um VRM capaz de fornecer as tensões mais baixas que eles usam. Uma placa que roda muito bem um Core 2 de 65 nm pode simplesmente não ligar com um Penryn.
O Core 2 Duo E8400 e os Core 2 Quad Q9550/Q9650 continuam sendo os upgrades mais procurados para a plataforma. É também com os Penryn que os problemas de compatibilidade aparecem com mais frequência, então confira a sua placa antes de comprar (veja a seção sobre chipsets e compatibilidade mais abaixo).
A lista completa de CPUs para LGA775
A Intel lançou tantos processadores para o Soquete 775 que listar todos aqui dobraria o tamanho deste guia. Por isso reunimos cada um deles em uma página à parte — modelo por modelo, com núcleo, frequência, FSB, cache e TDP, além dos Xeon LGA771 que funcionam depois do mod.
Lista de CPUs LGA775 — todos os processadores do soquete 775
Nomenclatura dos processadores LGA775: o que significam as letras e os números
A Intel mudou o seu esquema de nomes várias vezes ao longo da vida do LGA775, então não existe um sistema único para decorar. Vamos ver as principais famílias, uma de cada vez.
Pentium 4, Pentium D e Celeron D (NetBurst)
Pentium 4 5xx: núcleo Prescott, 1 MB de L2. Números maiores indicam clocks maiores. A série mistura modelos com e sem suporte a 64 bits, bit XD e Hyper-Threading, então confira o modelo exato numa tabela de especificações.
Pentium 4 6xx: 2 MB de L2. Os modelos 6×0 são Prescott 2M (90 nm), os 6×1 são Cedar Mill (65 nm, esquentam menos) e os 6×2 acrescentam VT-x.
Pentium D 8xx: os primeiros dual-core, com núcleo Smithfield. O Pentium D 9xx é Presler (65 nm, 2×2 MB de L2).
Pentium Extreme Edition (840, 955, 965): Pentium D dual-core com Hyper-Threading e multiplicador desbloqueado. Não confunda com o Pentium 4 Extreme Edition single-core, que também foi vendido para LGA775.
Celeron D 3xx: versões simplificadas do Pentium 4, com cache pequeno e FSB de 533 MHz.
Core 2, Pentium e Celeron (Core e Penryn)
A letra no início do modelo indica a classe do processador:
- E: dual-core, com TDP em torno de 65 W.
- Q: Core 2 Quad (quatro núcleos).
- X e QX: Core 2 Extreme, dual-core e quad-core respectivamente, com multiplicador desbloqueado.
- S no final (Q8200S, Q9400S, Q9550S): versões de baixo consumo, com TDP de 65 W.
Os Celeron 4xx single-core não têm letra nenhuma.
O primeiro dígito indica a série, que já revela o núcleo, o tamanho do cache e o FSB:
| Série | Núcleo | Cache L2 | FSB (MHz) |
|---|---|---|---|
| Core 2 Duo E4xxx | Allendale | 2 MB | 800 |
| Core 2 Duo E6xxx | Conroe | 2–4 MB | 1066/1333 |
| Core 2 Duo E7xxx | Wolfdale | 3 MB | 1066 |
| Core 2 Duo E8xxx | Wolfdale | 6 MB | 1333 |
| Core 2 Quad Q6xxx | Kentsfield | 2×4 MB | 1066 |
| Core 2 Quad Q8xxx | Yorkfield | 2×2 MB | 1333 |
| Core 2 Quad Q9300 / Q9400 / Q9505 | Yorkfield | 2×3 MB | 1333 |
| Core 2 Quad Q9450 / Q9550 / Q9650 | Yorkfield | 2×6 MB | 1333 |
| Pentium Dual-Core E2xxx | Allendale | 1 MB | 800 |
| Pentium E5xxx | Wolfdale | 2 MB | 800 |
| Pentium E6xxx | Wolfdale | 2 MB | 1066 |
| Celeron 4xx | Conroe-L | 512 KB | 800 |
| Celeron E1xxx | Allendale | 512 KB | 800 |
| Celeron E3xxx | Wolfdale | 1 MB | 800 |
Steppings: por que o mesmo modelo nem sempre é o mesmo chip
Dentro de um mesmo modelo, a Intel lançou várias revisões do die, chamadas de steppings. As diferenças podem ser grandes: os steppings mais novos trabalham com tensão menor, esquentam menos e rendem mais no overclock. Os exemplos mais conhecidos:
- Core 2 Quad Q6600: o B3, dos primeiros lotes (TDP de 105 W), e o G0, mais recente (95 W). O G0 esquenta menos e alcança clocks bem mais altos.
- Core 2 Duo E8xxx: o C0 inicial contra o E0, mais recente. Core 2 Quad Q9xxx: C0/C1 contra E0 (nos Q8xxx, mais baratos, e nos Q9300/Q9400, os steppings equivalentes são M1 e R0). As revisões mais novas pedem menos tensão e são a melhor escolha para overclock.
- Pentium D 9xx: o B1 inicial contra o C1, mais recente, que esquenta e consome menos.
Dá para identificar o stepping pelo código sSpec impresso no IHS: um código de cinco caracteres que começa com “SL” (SLACR num Q6600 G0, por exemplo). Pesquise esse código no Intel ARK ou no CPU-World e em segundos você tem o modelo e a revisão. Se o código começar com “Q”, trata-se de uma amostra de engenharia ou de qualificação (ES/QS).
Xeon no LGA775
Os Xeon para LGA775 são os gêmeos de servidor dos Core 2 comuns. Eles chegam ao soquete de duas formas: modelos nativos das séries 3000, 3100, 3200 e 3300, feitos para LGA775 (embora nem todo modelo dessas séries seja), e Xeon de servidor LGA771, que funcionam numa placa 775 depois de uma modificação relativamente simples.
Xeon nativos para LGA775
Os Xeon nativos usam os mesmos dies dos Core 2 Duo e Core 2 Quad e têm especificações quase idênticas. Numa placa desktop comum, um Xeon se comporta exatamente como o seu equivalente Core 2.
| Modelo | Núcleo | Equivalente Core 2 |
|---|---|---|
| Xeon 3040 / 3050 | Allendale | Core 2 Duo E6300 / E6400 |
| Xeon 3060 / 3070 | Conroe | Core 2 Duo E6600 / E6700 |
| Xeon 3065 / 3075 / 3085 | Conroe | Core 2 Duo E6550 / E6750 / E6850 |
| Xeon X3210 / X3220 / X3230 | Kentsfield | X3210: sem equivalente direto (2,13 GHz); X3220: Q6600; X3230: Q6700 |
| Xeon E3110 / E3120 | Wolfdale | Core 2 Duo E8400 / E8500 |
| Xeon L3110 | Wolfdale | Core 2 Duo E8400 com TDP de 45 W |
| Xeon X3320 / X3330 | Yorkfield | Core 2 Quad Q9300 / Q9400 |
| Xeon X3350 / X3360 / X3370 | Yorkfield | Core 2 Quad Q9450 / Q9550 / Q9650 |
| Xeon X3380 | Yorkfield | Sem equivalente direto: 3,16 GHz, 2×6 MB, mais rápido que o Q9650 |
| Xeon L3360 | Yorkfield | Core 2 Quad Q9550S (TDP de 65 W) |
Atenção: essas mesmas séries também incluem modelos que não encaixam num soquete LGA775 sem a modificação. São as variantes CL, feitas para servidores LGA771 de soquete único: Xeon L3014, E3113, X3323, X3353 e X3363. Os nomes são fáceis de confundir com os de modelos nativos como o E3110 ou o X3360, então sempre confira o soquete do modelo exato antes de comprar.
Mod LGA771 → LGA775: Xeon de servidor em placa desktop
O que realmente popularizou os Xeon no LGA775 foi a modificação que permite rodar processadores de servidor LGA771 em placas desktop comuns. Quando os servidores começaram a ser desativados em massa, esses Xeon passaram a ser vendidos a preço de banana, com desempenho à altura dos Core 2 Quad topo de linha.
Como a modificação funciona:
- Os processadores LGA771 e LGA775 são quase idênticos, mas os 771 têm os entalhes de encaixe em outras posições e alguns contatos trocados.
- Você corta duas travas plásticas do soquete da placa e cola no processador um adesivo adaptador que troca os contatos necessários.
- Você adiciona à BIOS da placa o microcódigo do processador de servidor.
Os chips mais interessantes para a modificação são os Xeon 54xx quad-core com núcleo Harpertown, a versão de servidor do Yorkfield:
- E5450, X5450, X5460: o melhor custo-benefício;
- X5470: 3,33 GHz, um dos processadores mais rápidos que dá para colocar numa placa LGA775;
- L5420 (e o restante da série L): TDP de 50 W, para montagens silenciosas e econômicas.
Antes de comprar, confirme se a sua placa suporta processadores de 45 nm e o FSB que o chip exige. Caso contrário, nem uma modificação perfeita vai adiantar. Via de regra, se a placa suporta uma geração de Core 2, ela também suporta o Xeon gêmeo dessa geração.
Para ver a modificação em detalhes, confira os nossos artigos dedicados:
- Guia definitivo da série Xeon 5000: transição do LGA771 para o LGA775
- Guia de compatibilidade Xeon LGA775: placas-mãe e chipsets suportados
- Coleção de BIOS modificadas para o mod Xeon LGA771 → LGA775
Chipsets e compatibilidade
Como dissemos no início, encaixar no soquete não garante que o processador vá funcionar. A compatibilidade depende de vários fatores ao mesmo tempo:
- O chipset define o FSB suportado, o tipo e a capacidade da memória e a versão do PCI Express.
- A alimentação do processador na placa (VRM). As placas da época do Pentium 4 seguiam a especificação VRM 10, enquanto os Core 2 exigem VRM 11. Os Penryn de 45 nm também precisam de suporte às tensões mais baixas que usam (VRM 11.1).
- A BIOS precisa reconhecer o processador, ou seja, precisa ter o microcódigo certo. Sem ele, a placa pode não ligar ou ficar instável.
- O modelo específico da placa. Os fabricantes implementaram o mesmo chipset de formas diferentes, então duas placas 945P podem suportar listas de processadores completamente diferentes.
Chipsets Intel
| Chipset | Ano | FSB (oficial, MHz) | Memória | RAM máx. | PCIe | Core 2 / Penryn | Vídeo integrado |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 910GL / 915PL / 915P / 915G | 2004 | 533/800 (910GL: só 533) | DDR ou DDR2 (910GL e 915PL: só DDR) | 4 GB (910GL e 915PL: 2 GB) | 1.0a | Não oficialmente | GMA 900 (variantes G) |
| 925X / 925XE | 2004 | 800 / 1066 (XE) | DDR2 | 4 GB | 1.0a | Não | Não |
| 945P / 945G / 945PL / 945GZ / 945GC | 2005 | 533/800/1066 (máx. 800 nas variantes de entrada) | DDR2 | 4 GB (2 GB nas variantes de entrada) | 1.0a | Depende da placa | GMA 950 (variantes G) |
| 955X | 2005 | 800/1066 | DDR2 | 8 GB | 1.0a | Depende da placa | Não |
| 975X | 2005 | 800/1066 | DDR2 | 8 GB | 1.0a | Core 2: sim; Penryn: depende da placa | Não |
| P965 / G965 | 2006 | 800/1066 | DDR2 | 8 GB | 1.1 | Core 2: sim; Penryn: depende da placa | GMA X3000 (G965) |
| G31 / P31 | 2007 | G31: até 1333; P31: até 1066 | DDR2 | 4 GB (2 slots) | 1.1 | Sim | GMA 3100 (G31) |
| P35 / G33 | 2007 | 800/1066/1333 | DDR2 ou DDR3 | 8 GB | 1.1 | Sim | GMA 3100 (G33) |
| G35 | 2007 | 800/1066/1333 | DDR2 | 8 GB | 1.1 | Sim | GMA X3500 |
| X38 | 2007 | 800/1066/1333 | DDR2 ou DDR3 | 8 GB | 2.0 | Sim | Não |
| G41 | 2008 | 800/1066/1333 | DDR2 ou DDR3 | 8 GB (2 slots) | 1.1 | Sim | GMA X4500 |
| P43 / P45 | 2008 | 800/1066/1333 | DDR2 ou DDR3 | 16 GB | 2.0 | Sim | Não |
| G43 / G45 | 2008 | 800/1066/1333 | DDR2 ou DDR3 | 16 GB | 2.0 | Sim | GMA X4500 / X4500HD |
| X48 | 2008 | até 1600 | DDR2 ou DDR3 | 16 GB | 2.0 | Sim | Não |
Além dos chipsets para desktop, a Intel lançou chipsets para servidor, os 3000/3010 e 3200/3210, com suporte a memória ECC (entre os de desktop, o 955X, o 975X, o X38 e o X48 também suportam ECC). Os 3200/3210 têm recursos próximos aos do X38 e suportam processadores de 45 nm. Para PCs corporativos, a Intel oferecia as variantes Q (Q965, Q35, Q45 e outras), que em linhas gerais se parecem com as versões G correspondentes.
A Intel parou de atualizar os drivers GMA do vídeo integrado dos chipsets das séries G e Q ainda na época do Windows 7/8; para usar esse vídeo no Windows 10, veja o nosso guia de drivers Intel GMA modificados.
Chipsets de outros fabricantes
Além da Intel, NVIDIA, ATI, VIA e SiS também produziram chipsets para LGA775:
- NVIDIA nForce: nForce4 SLI Intel Edition, além das séries 5xx, 6xx (650i, 680i SLI) e 7xx (750i, 780i, 790i). As placas com esses chipsets faziam sucesso entre os fãs de SLI e de overclock, embora os primeiros nForce 6xx costumem ter problemas com processadores de 45 nm.
- ATI CrossFire Xpress 3200 (RD600): chipset raro, mas bom de overclock, com suporte a Core 2.
- VIA (PT880, P4M800, P4M890): chipsets de entrada, muitas vezes com suporte a AGP. As placas mais conhecidas são as da série VSTA da ASRock.
- SiS (661, 671, 672): chipsets de entrada para placas de escritório, com recursos limitados.
Placas OEM: Dell, HP, Lenovo
Boa parte do hardware LGA775 à venda hoje no mercado de usados, como no Mercado Livre e na OLX, vem de PCs de escritório desativados: Dell OptiPlex, HP Compaq, Lenovo ThinkCentre. Essas máquinas seguem regras próprias:
- A BIOS muitas vezes só suporta os processadores que o fabricante oferecia nas configurações de fábrica. Um processador fora da lista pode não ligar mesmo com um chipset capaz de rodá-lo.
- Overclock e ajuste do FSB costumam ser bloqueados.
- Conectores de energia proprietários e formatos fora do padrão dificultam levar a placa para um gabinete comum.
Mesmo assim, os modelos mais recentes com Q35, Q45 e G41 muitas vezes rodam Core 2 Quad Q9xxx depois de uma atualização de BIOS. Para um PC barato de escritório ou retrô, é uma opção perfeitamente viável, desde que você encontre antes a lista de processadores suportados do seu modelo exato.
Memória
O LGA775 abrange três gerações de memória: DDR, DDR2 e DDR3. Nessa plataforma, o controlador de memória fica na northbridge do chipset, e não no processador, então o tipo, a capacidade e a velocidade da memória dependem da placa, e não da CPU.
Que memória você vai encontrar no LGA775
- DDR: só nas primeiras placas com chipsets 910GL e 915, além de algumas placas VIA e SiS.
- DDR2: o principal tipo de memória do LGA775, usado desde os chipsets 915/925 até o G41 e o P45. As velocidades típicas são DDR2-533, 667 e 800.
- DDR3: chegou com o chipset P35 e se popularizou em 2008 com a série 4 (G41, P43, P45). As velocidades típicas são DDR3-1066 e 1333.
A maioria das placas suporta um único tipo de memória. De vez em quando aparecem placas combo com slots DDR2 e DDR3 (ou DDR e DDR2, nas placas VIA mais antigas), mas só dá para usar um tipo de cada vez.
Módulos de alta densidade: a grande armadilha
Esse é o motivo mais comum para uma memória em perfeito estado não funcionar no LGA775. Um pente de determinada capacidade pode ser montado com quantidades diferentes de chips:
- Um pente de baixa densidade usa mais chips, e menores: normalmente 16, oito de cada lado.
- Um pente de alta densidade usa menos chips, e maiores: normalmente 8, todos do mesmo lado.
Os chipsets Intel para LGA775 foram projetados para chips de densidades específicas e, em geral, não funcionam com pentes de alta densidade. Ou a placa não liga, ou reconhece só metade da capacidade. Na prática:
- Pentes DDR2 de 2 GB: procure os de 16 chips, dupla face.
- Pentes DDR2 de 4 GB não funcionam na maioria dos chipsets Intel, então conte com no máximo 2 GB por slot.
- Pentes DDR3 de 4 GB: de novo, procure os de 16 chips. Os pentes atuais de 4 GB face simples muito provavelmente não vão funcionar no LGA775.
Se o pente ou o anúncio disser “só para AMD” (ou “for AMD only”), é quase certo que se trata de memória de alta densidade. Ela funcionava nas plataformas AMD da época, mas não funciona no LGA775.
Capacidade e dual channel
- Dual channel: instale os pentes em pares, um em cada canal (o manual da placa mostra quais slots usar). Assim o controlador acessa os dois ao mesmo tempo, dobrando a largura de banda teórica.
- Capacidade máxima: depende do chipset e do número de slots; veja a tabela de chipsets acima. As configurações realistas hoje são 4 GB (2×2 GB) ou 8 GB (4×2 GB) nas placas DDR2, e de 8 GB (2×4 GB ou 4×2 GB) a 16 GB (4×4 GB) nas placas DDR3. Alguns chipsets nForce aceitam mais.
- Mais de 4 GB só é aproveitado com um sistema operacional de 64 bits. Alguns chipsets mais antigos, como o 945, não conseguem remapear a memória acima do limite de 4 GB, então mesmo um sistema de 64 bits pode enxergar só cerca de 3 GB de 4 GB.
Overclock
O overclock no LGA775 funciona de um jeito diferente do que você talvez conheça das plataformas mais novas. Quase todos os processadores têm o multiplicador travado, então o overclock é feito subindo o barramento frontal (FSB). Por isso o resultado depende tanto da placa-mãe quanto do processador.
Como funciona
A frequência do processador é o clock do barramento vezes o multiplicador. O Core 2 Quad Q9550, por exemplo, roda a 2,83 GHz: 333 MHz × 8,5.
Atenção aos números. As especificações dos processadores informam o FSB efetivo, como 1333 MHz. Na BIOS, você ajusta o clock real do barramento, que é um quarto disso: 333 MHz. Suba para 400 MHz e você terá 400 × 8,5 = 3,4 GHz.
Subir o FSB aumenta a carga sobre a northbridge e também eleva a frequência da memória, já que ela trabalha numa proporção fixa em relação ao FSB (a relação FSB:DRAM). Então você precisa equilibrar três coisas ao mesmo tempo: o processador, o chipset e a memória. Para a memória não bater no limite antes do processador, quem faz overclock costuma escolher uma relação de memória mais baixa.
Só os caros Core 2 Extreme (séries X e QX) e o Pentium Extreme Edition têm multiplicador desbloqueado. Por outro lado, a maioria dos Core 2, Pentium Dual-Core e Xeon permite reduzir o multiplicador, o que ajuda quando você quer subir mais o FSB sem passar do que o processador aguenta.
O que determina o resultado
- O chipset. Os melhores para overclock são o P35, o P45, o X38 e o X48. Neles, os processadores dual-core chegam com tranquilidade a um FSB de 450–500 MHz ou mais.
- O número de núcleos. Os Core 2 Quad e os Xeon quad-core são dois dies num barramento compartilhado, então lidam bem pior com FSB alto do que os dual-core. Para eles, 400–450 MHz já é um bom resultado.
- O multiplicador do processador. Quanto mais alto, menos é preciso subir o FSB para chegar a uma dada frequência. Por isso chips de multiplicador alto, como o Pentium E5200, rendem ótimos overclocks mesmo em placas de entrada.
- O stepping. As revisões mais novas alcançam clocks mais altos e pedem menos tensão.
- A alimentação da placa (VRM). Fazer overclock de um quad-core numa placa de entrada com alimentação simples pode superaquecer o VRM e causar instabilidade.
Lendas do overclock no LGA775
| Processador | Clock de fábrica (FSB × multiplicador) | Overclock típico com refrigeração a ar |
|---|---|---|
| Pentium D 805 | 2,66 GHz (133 × 20) | 3,5–4,0 GHz |
| Pentium E2160 | 1,8 GHz (200 × 9) | 3,0–3,4 GHz |
| Pentium E5200 | 2,5 GHz (200 × 12,5) | 3,5–3,75 GHz |
| Core 2 Duo E6300 | 1,86 GHz (266 × 7) | 3,0–3,4 GHz |
| Core 2 Quad Q6600 | 2,4 GHz (266 × 9) | 3,2–3,6 GHz |
| Core 2 Duo E8400 | 3,0 GHz (333 × 9) | 3,8–4,2 GHz |
| Core 2 Quad Q9550 | 2,83 GHz (333 × 8,5) | 3,6–4,0 GHz |
| Xeon E5450 | 3,0 GHz (333 × 9) | 3,6–4,0 GHz |
Os resultados variam conforme o exemplar, a placa e a refrigeração, então use esses números como referência aproximada. Ainda assim, levar um Q6600 de 2,4 para 3,6 GHz é um ganho de 50%, e números assim explicam por que os overclockers amavam tanto o LGA775.
O LGA775 ainda vale a pena em 2026?
A plataforma tem mais de vinte anos, então mantenha as expectativas realistas. Mas ela não é inútil: os Core 2 Quad e os Xeon quad-core topo de linha ainda dão conta do navegador, de aplicativos de escritório, da reprodução de vídeo e da maioria dos programas do dia a dia.
Nos jogos, depende. Títulos lançados até mais ou menos 2012–2014 rodam bem, e é justamente por isso que o LGA775 é tão popular em montagens retrô. Os mais novos ou esbarram no limite de desempenho, ou nem abrem, porque o processador não tem as instruções exigidas.
As principais limitações da plataforma:
- Sem SSE4.2, POPCNT e AVX: nenhum processador LGA775 tem essas instruções. Por isso muitos jogos, programas profissionais e sistemas operacionais atuais simplesmente não rodam.
- Interfaces ultrapassadas: PCI Express 1.1 ou 2.0, SATA II, USB 2.0 e nada de UEFI. Para dar boot por um SSD NVMe, é preciso contornar essa limitação (veja as perguntas frequentes abaixo).
- Placas de vídeo precisam suportar o modo Legacy BIOS. Uma aposta segura são as GeForce GTX até a série 900, a última geração com drivers para Windows XP. Se o XP não estiver nos planos, um teto razoável são as GeForce GTX das séries 10 e 16 e as Radeon RX 400/500. Placas mais novas podem ter problemas de boot e tela preta, e as Intel Arc não funcionam de jeito nenhum no LGA775.
- Sem AES-NI, então criptografia, VPN e discos criptografados sobrecarregam o processador.
- Consumo de energia: um sistema LGA775 quad-core consome bem mais que um PC de escritório moderno. Pense nisso, inclusive na conta de luz, se a máquina for ficar ligada 24 horas por dia, como um servidor doméstico.
Montar um PC LGA775 para o uso diário em 2026 só faz sentido se o orçamento for praticamente zero. Já como plataforma retrô para Windows XP e Windows 7, jogos da época e experiências de overclock, ele continua sendo uma das melhores que existem.
Qual processador LGA775 escolher?
Antes de comprar qualquer processador desta lista, confirme se a sua placa o suporta (veja a seção sobre chipsets e compatibilidade acima).
Desempenho máximo:
- Xeon E5450 / X5460 / X5470 (com o mod 771→775): os processadores mais rápidos que fazem sentido na prática para LGA775, e também estão entre os mais baratos. O E5450, com TDP de 80 W, é o ponto de equilíbrio. O X5460 e o X5470 rendem mais no overclock, mas o TDP de 120 W pede uma placa com boa alimentação e uma refrigeração caprichada.
- Core 2 Quad Q9650 ou Xeon X3370 / X3380: a melhor escolha sem o mod, se você preferir não mexer com adesivos e arquivos de BIOS.
Upgrade barato:
- Core 2 Quad Q9400 / Q9550 ou Xeon E5420 / E5430 / E5440 (com o mod): quatro núcleos de 45 nm por muito pouco dinheiro, e um salto enorme em relação a qualquer dual-core.
Se a sua placa não suportar 45 nm:
- Core 2 Quad Q6600 ou Xeon X3220: o quad-core de 65 nm com o melhor custo-benefício, só um pouco mais lento que o Q6700 e o Xeon X3230.
- Core 2 Duo E6600 / E6700, se a sua placa não aguentar um quad-core. Se ela suportar FSB de 1333 MHz, prefira o E6750 / E6850.
PC retrô para Windows XP:
- Core 2 Duo E8400 / E8600: clocks altos em dois núcleos, exatamente o que os jogos da época pedem, já que a maioria deles não aproveita direito mais de dois núcleos.
- Core 2 Quad Q9650, se jogos mais recentes, da era do Windows 7, também estiverem na lista.
Overclock barato:
- Pentium E5200: o multiplicador alto permite um bom overclock mesmo em placas de entrada.
Sistema silencioso e econômico (HTPC, servidor doméstico):
- Core 2 Quad Q9550S / Q9400S / Q8400S ou Xeon L3360: quatro núcleos com TDP de 65 W.
- Xeon L5408 / L5410 / L5420 / L5430 (com o mod): quatro núcleos com TDP de 40–50 W.
Para uma central de mídia que usa o vídeo integrado, escolha uma placa com chipset G45: o vídeo GMA X4500HD decodifica H.264 por hardware. Só que ele não suporta VP9 nem AV1, os codecs que o YouTube usa hoje. Para assistir ao YouTube no navegador, você vai precisar de uma extensão que force o H.264 (a h264ify, por exemplo), e mesmo assim uma configuração dessas se sai melhor com arquivos locais.
Perguntas frequentes
Qual é o processador LGA775 mais potente?
Na prática, o Xeon X5470 (com o mod 771→775): quatro núcleos a 3,33 GHz. O Xeon X5492, de 3,4 GHz, é tecnicamente mais rápido, mas exige uma placa com suporte a FSB de 1600 MHz, custa bem mais e é mais difícil de encontrar. Entre os chips nativos para LGA775, o mais rápido é o Core 2 Extreme QX9770, de 3,2 GHz. Só que ele também exige suporte a FSB de 1600 MHz, e por isso a maioria das pessoas acaba ficando com um Core 2 Quad Q9650.
Dá para instalar o Windows 11 no LGA775?
As versões até a 23H2 podem ser instaladas se você burlar a verificação de requisitos. A partir da 24H2, o Windows 11 exige as instruções SSE4.2 e POPCNT, que nenhum processador LGA775 tem, então ele simplesmente não instala. O Windows 10 roda no LGA775 sem nenhum problema.
Dá para dar boot por um SSD NVMe?
Só com uma BIOS modificada que inclua um módulo NVMe, ou com um bootloader num pendrive que passa o controle para o NVMe. O SSD em si vai num slot PCI Express por meio de um adaptador, e a velocidade fica limitada pela versão antiga do PCIe. Um SSD SATA comum é mais simples e confiável: mesmo no SATA II, ele é muito mais rápido que um HD.
Um cooler moderno serve no LGA775?
Nem todos. O LGA775 usa furação de 72 mm, enquanto o LGA115x/1200 usa 75 mm, então os suportes não são intercambiáveis. Muitos coolers modernos já não vêm com o kit de fixação para LGA775, então confira a lista de soquetes suportados antes de comprar.
Dá para usar uma fonte antiga?
Dá, mas com cuidado. As fontes daquela época muitas vezes já estão desgastadas, e uma fonte com defeito pode levar o resto do sistema junto. Passe-a por um testador de fontes antes de ligar qualquer coisa nela. Além disso, as fontes mais antigas, da era do Pentium 4, geralmente eram projetadas em torno de uma linha de 5 V forte, enquanto os Core 2 e as placas de vídeo puxam da linha de 12 V, e essas fontes muitas vezes não têm conectores PCIe para a placa de vídeo. Uma fonte moderna de boa procedência (nada de fonte genérica) funciona sem problemas: os conectores de 20+4 e 4+4 pinos são retrocompatíveis com as placas antigas de 20 pinos.
Conclusão e legado
O LGA775 é uma das plataformas mais longevas e importantes da história da Intel. Foi com ele que a Intel passou da NetBurst para a arquitetura Core, e foi nele que a empresa retomou a liderança em desempenho depois da fracassada corrida pelos gigahertz.
Ao longo da sua vida, a plataforma:
- Passou por uma mudança de arquitetura e três gerações de processadores, do Pentium 4 que esquentava demais aos rápidos e eficientes Core 2 de 45 nm.
- Levou o PCI Express, a DDR2 e a DDR3 ao mercado de massa.
- Tornou os processadores multi-core a regra: primeiro os dual-core Pentium D e Core 2 Duo, depois os quad-core Core 2 Quad.
- Consolidou o LGA como o encapsulamento padrão das CPUs Intel, formato que a empresa usa até hoje.
- Criou toda uma cena de overclock pelo FSB em torno de lendas como o Pentium E2160, o Core 2 Quad Q6600 e o Core 2 Duo E8400.
- Deu aos entusiastas o mod 771→775, que transformou Xeon de servidores desativados em alguns dos melhores e mais baratos processadores da plataforma.
Hoje o LGA775 é hardware retrô, mas está longe de ser peça de museu. Muita gente ainda monta PCs com Windows XP e Windows 7 nele, ainda faz experiências com overclock e modificações, e os chips topo de linha ainda dão conta das tarefas do dia a dia. O LGA775 provou que uma boa plataforma pode continuar útil muito depois de o próprio fabricante ter seguido em frente.














